Às vésperas de lançar pela Tronic, Alex Stein fala sobre sua carreira

Por Alan Medeiros

Foto de abertura: divulgação

Uma qualidade pouco comentada mas muita valiosa no cenário musical é a capacidade que cada artista possui de se renovar sem deixar de lado suas origens. Esse processo é bastante doloroso e, quando mal feito, pode trazer resultados trágicos para um artista. Entretanto, se realizado com sucesso, geralmente representa um next level conquistado.

Há alguns anos, Alex Stein decidiu se reposicionar no mercado e guiou tal jornada de maneira muito autêntica, profissional e natural. Apostando em um som mais sério e com fortes influências europeias, Alex passou a ter uma presença mais forte no exterior, com gigs em alguns dos principais clubs do circuito internacional. Aqui no Brasil não tem sido diferente. Além de estar inserido na programação de parte dos principais clubs e festivais do país, Stein passou a ser representado pela Alliance recentemente.

As próximas novidades da sua carreira confirmam um momento de fato especial. Essa semana, Alex Stein viaja para o Canadá, onde toca em dois grandes festivais. Não muito tempo depois, no dia 30, o brasileiro estreia na gigante Tronic, com um EP de duas faixas originais. No embalo dessa grande fase, convidamos Alex Stein para um bate-papo exclusivo. Confira!

HM – Seus últimos releases mostram um novo e impactante direcionamento sonoro. Como o dance floor tem reagido a essas faixas?

A resposta tem sido melhor do que eu esperava para ser bem sincero. Muitas vezes quando eu termino uma música que sai um pouco do meu ‘molde’ normal eu fico sem saber como as pessoas vão interpretar isso, mas tive muita sorte porque até agora os feedbacks têm sido incríveis.

HM – Suas recentes tours internacionais renderam algumas gigs bem especiais, não é mesmo? O que você destaca para gente sobre essas viagens?

As tours são sempre uma oportunidade de conhecer gente e culturas novas, por isso é algo tão especial pra mim. Esse ano já passei pela Austrália em janeiro, onde toquei no Rainbow Serpent Festival, um dos mais tradicionais do país, e foi lindo de se ver, tocar para mais de 8 mil pessoas juntas, dançando, em um país tão longe do Brasil foi muito marcante pra mim. Também tive a chance de tocar e conhecer as Ilhas Maurício, que é um paraíso na costa leste de Madagascar. Parece coisa de filme ou aquelas fotos de agência de viagem. O povo lá é muito aberto e simpático, a gig foi incrível e eu pude ficar uma semana lá, com certeza essa é uma viagem que não vou esquecer.  

 

 
HM – Quais sãos seus principais objetivos para o restante 2018? Há alguma festa ou club no Brasil que você não tocou mas gostaria de tocar?

As minhas metas eu não conto [risos]. Brincadeiras a parte, algumas das metas são lançar algumas das minhas tracks novas ainda esse ano e quem sabe tocar em alguns clubs que estão na minha lista de objetivos pessoais. Vai rolar uma tour bem legal de dois meses na Europa, no segundo semestre desse ano, e também tenho surpresas para o final do ano.

HM – Após um longo período trabalhando com a Entourage você agora faz parte do casting da Alliance. O que essa mudança representa na sua carreira? Quais são os principais objetivos daqui para frente?

Eu estava com a Entourage desde o final de 2010. Foram muitos anos de um trabalho incrível que fizemos juntos e eu tenho um orgulho imenso de tudo que fizemos nesse tempo, e como o nosso trabalho me tornou o artista que sou hoje. Sou muito grato a todos ali, muitos dos quais, estavam comigo desde o absoluto começo da minha carreira. Ao longo dos anos meu som mudou muito e principalmente nos últimos tempos senti que uma mudança nesse sentido seria uma boa e me daria a chance de conhecer pessoas e territórios novos. Senti que a Alliance era o match ideal e estou feliz em estarmos trabalhando juntos agora. 

 

 
HM – Até agora qual foi a coisa mais difícil que você teve de enfrentar na sua carreira?

Sinceramente, tudo aquilo que em um determinado momento se mostra difícil, sempre acaba trazendo um aprendizado e um motivo, então não acho que eu tenha alguma lembrança de algo especialmente difícil na minha carreira. Ao longo dos anos você aprende a lidar com a maioria das dificuldades que a nossa profissão apresenta. O pouco sono e muitas horas de aeroporto, ficar longe da família em datas importantes e a vida social quase inexistente são desafios que passamos sempre, mas que valem cada esforço quando a gente faz o que ama e tem um retorno tão legal do público.

HM – Não apenas no Brasil, mas também no exterior, sua carreira tem passado por um período bastante intenso. É possível dizer que construir uma reputação internacional é uma de suas prioridades no momento?

Acho que o que está acontecendo é a evolução natural das coisas. Pelo menos é assim que eu estou sentindo isso. Tenho viajado cada vez mais e explorado novos territórios, tendo experiências incríveis no exterior. Agora, assinando com a Miracle MGMT da Espanha para cuidar do meu management e das agências ao redor do mundo estamos explorando muitas coisas novas. Também faço parte do casting da Kontrast Artists, agência do Oliver Huntemann, que me representa na Alemanha, Suíça e Áustria. Tem muita novidade e muitas experiências novas, e está sendo muito legal, além de me dar um gás enorme no estúdio. 

 

 
HM – Seu momento atual no estúdio pende para algo mais pesado ou melódico? Quais sãos suas principais referências no momento?

Honestamente, nem um nem outro. Pela primeira vez em muitos anos eu não estou com referência alguma. Eu sento no estúdio e simplesmente deixo a coisa fluir. O que tiver que sair, vai sair. Às vezes é reto e mais pesado e às vezes é super melódico. Não estou me prendendo a uma ideia ou gênero específico, só estou tentando fazer música que me toca de alguma forma.

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