Por Décio Freitas e Dudu Palandre aka Anhanguera
Foto de abertura: divulgação
Na coluna desse mês, vamos falar de três DJs que fizeram história tocando regularmente no mesmo club, ou seja como DJs residentes de uma noite. No começo da cultura do DJing não era comum mais de um ou dois DJs se apresentarem na mesma noite. O DJ residente era responsável por criar a identidade musical da noite e por conduzir o público numa jornada musical do momento que as portas do club se abriam até a última música.
Larry Levan fez história na lendária Paradise Garage, club nova-iorquino, frequentado majoritariamente por negros, gays e latinos, que esteve em funcionamento de 1977 a 1987. Larry costumava estender as músicas para que elas funcionassem melhor na pista, levando ao público a um transe coletivo. O DJ americano ousava e transformava músicas improváveis em verdadeiros hinos do Paradise Garage, surpreendia ao variar o BPM na mesma noite, mesclando sons mais obscuros com vocais contagiantes. Muitos clássicos do Paradise Garage são aclamados até os dias de hoje, entre eles esse aqui:
Outro DJ residente fundamental pra história da House Music foi um amigo de Larry. Sim, estamos falando dele mesmo, Frankie Knuckles, que se mudou de Nova York para Chicago e assumiu o comando da pista de dança da Warehouse, onde lançaria mão das primeiras demos de House, tornando-se então o “padrinho da House Music”.
Knuckles evoluiu a Disco Music para a House Music. Tocava no Warehouse clássicos Disco, que acabaram por formar a base da House Music, como por exemplo “Spank” de Jimmy Bo Horne e “Yello” de Bostich:
