Por Alan Medeiros
Foto de abertura: Cassiano Vargas
O gaúcho Mau Maioli segue os passos de alguns dos seus conterrâneos, como Fabrício Peçanha, e reforça o motivo do Rio Grande do Sul te se tornado um grande polo da indústria eletrônica no Brasil. Com apenas 22 anos, o jovem DJ e estudante publicitário entra em seu sexto ano de profissão e mostra, a partir do trabalho desempenhado com seus projetos, porque ele é um artista para ficar de olho.
O envolvimento de Maioli com a música eletrônica iniciou cedo e, desde então, explorar a conectividade entre ela e as pessoas tem sido o principal motivador para o seu trabalho e também fonte primária de sua inspiração. Isso faz com que o DJ vá além das cabines e seja incansável em sua dedicação com a indústria. Atualmente, acumula as funções de DJ, designer gráfico e produtor de festas, sendo um dos responsáveis pela label Beat on Me, que acontece no Muinho Club, no Rio Grande do Sul.
Dentro do estúdio, a vida profissional do DJ não é menos agitada. Além de ter aumentado sua visibilidade com os lançamentos recentes pelas gravadoras Prisma Techno e Disc Wars Recordings, Mau Maioli mantém um projeto pessoal, intitulado Experimental Journey, que já está em sua quinta edição (cada edição representa o lançamento de uma nova faixa).
A ideia da Experimental Journey é explorar diferentes texturas sonoras e combinar sons extraídos de lugares incomuns, ou através de métodos não convencionais, para a composição de uma faixa inusitada e experimental. A série capta as influências de Maioli, vindas, em sua maioria, da observação humana e da natureza, e as traduz em uma musicalidade lúdica.
Para a composição de cada faixa, Mau Maioli brinca com sua relação com imagem e tenta traduzir em som aquilo que capta a atenção dos seus olhos. Outra parte desse processo de criação é a captação de sons nas ruas da cidade ou produzidos em estúdio a partir de novos elementos. Não existe regra, apenas criador e criatura trabalhando juntos para a construção de um som etéreo.
